Ayrton Senna, e o eterno dilema humano sobre o momento certo de parar.


Assisti com muita emoção Senna, o Filme, que retrata a trajetória de Ayrton Senna, do seu começo no Kart, ainda em 1978, e com grande destaque para o período de 10 anos que vai de 1984 até sua morte em 1994.

Lembro-me com clareza da tarde de 01 de maio de 1994 quando Senna bateu fatalmente em um muro da pista da Ímola, na Itália. Eu assistia todas as corridas naquele período, mesmo as que aconteciam na madrugada. Ver o Senna correndo nos carros vermelho e branco da Maclarem era sempre maravilhoso, mesmo para uma criança como eu. Naquela época sem as distrações da internet e sem estar presos em apartamentos como os garotos de hoje, dávamos muita atenção ao que se via pela TV. E Senna foi realmente um fenômeno nesse espaço.

O filme não consegue dar destaque a todos os momentos espetaculares da trajetória desse enorme piloto que o Senna foi, porque foram muitos momentos que impressionaram na sua carreira. Mas a coletânea de imagens e entrevistas belíssimas fazem um ótimo panorama do período e da personalidade de Senna.

Como cada filme pode sempre ser analisado de várias perspectivas (assim como toda obra de arte), terminei de assistir com os olhos cheios de emoção e com a sensação de que Ayrton Senna não soube, como quase ninguém sabe na vida, o momento de parar. Colocar um ponto final em uma trajetória, mesmo uma tão coroada quanto a dele, certamente é um dos desafios que nossa condição humana teima em resistir. Se ele tivesse parado (ou pelo menos não corrido aquela temporada), hoje nos talvez ainda tivéssemos uma das mais instigantes personalidades que o esporte mundial já produziu.

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