Assalto ao Banco Central

“Assalto ao Banco Central” é um dos filmes policiais no cinema brasileiro mais recente. A história desse assalto fantástico, por si só já chama muita atenção. A fortuna de 170 milhões de reais foi retirada por um túnel cavado por baixo de ruas e avenidas, chegando exatamente na sala do cofre-forte do Banco central em Fortaleza.

Depois de várias investigações da Policia Federal, descobriu-se que o esquema, evolvendo dezenas de criminosos, foi chefiado pelo PCC, facção criminosa de São Paulo que comanda tráfico de drogas e domina a maior parte dos presídios paulistas, além de outros espalhados pelo país.

Aproveitando-se do solo arenoso da cidade de Fortaleza, o fabuloso túnel contou com o apoio de engenheiros, arquitetos e, supõe-se, de funcionários do alto escalão do Banco Central, que forneceram aos criminosos a planta exata do prédio, a posição das câmeras de segurança, a localização dos sensores, a escala de trabalho de vigilantes, dentre outras “facilidades” que tornaram essa história cinematográfica em realidade.

Nas telas do cinema, dirigido pelo ator global Marcos Paulo na sua primeira experiência dirigindo longas, um elenco de rostos conhecidos, comandados pela figura onipresente de Lima Duarte, com sua notória classe de um dos mais respeitados atores do Brasil.

Embora não seja, como era de se esperar, um filme de suspense, a trama leva o espectador até o final com os olhos grudados na telona. Esse tipo de produção costuma reservar para os instantes finais a certeza sobre o sucesso ou fracasso da empreitada. Marcos Paulo, ao contrário, em “Assalto ao Banco Central”, desde o início já mostra o sucesso do roubo, embora apenas apresentando os detalhes aos poucos.

A perspicácia dos assaltantes foi tamanha que eles deixaram alguns milhões do valor roubado à disposição da policia, a fim de despistar o deslocamento do restante da dinheirama. Estimas que apenas 20% do total roubado tenha sido recuperado. Outros detalhes dignos de produção de cinema foi a construção do túnel com 78 metros de comprimento, vigas par evitar desabamentos e até ar condicionado.

Mais uma vez, a história de “gloria” de assaltantes capta a atenção de brasileiros, como já ocorreu diversas outras vezes. Nesse caso, num dos maiores assaltos a banco de todo o mundo, o erário pagou a conta desse caso que parece ter saído das telas do cinema para a realidade, e não o contrário.

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